domingo, 18 de março de 2012

O MINEIRO COMPROU O BONDE E O CARIOCA PAGA O PATO

Depois que a Cemig assumiu o controle acionário da Light, Aécio Neves e Antonio Anastasia, ex e atual governador de minas ambos do PSDB (desculpem, não posso deixar de mencionar isso), não cansam de dar destaques às melhorias feitas pela Cemig. Acredito que o Senador, inimigo público número um do bafômetro esteja sempre uma dose abaixo do normal, isto porque não consegue ver a quantidade de pessoas feridas nas explosões de bueiros, nem que em apenas 2 dias explodiram 6 ferindo 16 pessoas. Li num blog que mais de 4000 estão em situação de risco, e desses 4000, 1170 são de risco eminente. Não bastasse o pânico das pessoas ao passar próximo a essas armas perigosamente instaladas nas calçadas, temos notícias através de parentes e amigos que reclamam dos constantes apagões em seus bairros. Questionado sobre os apagões, o presidente da companhia Jorge Kelman culpou os usuários que usam o ar condicionado, e ligações clandestinas. Ora, essas informações não batem muito bem com a realidade. Com as UPPS, foram praticamente extintos os gatos nas comunidades onde foram instaladas. É claro que há muito ainda o que fazer, mas a equação do senhor Kelman não bate com a minha. Quer dizer que quanto menor o número de gatos maior é o número de apagões? Quanto aos aparelhos de ar condicionado; não pode usar não? E o elevador, pode? O que conheço da história da Light é que a empresa concessionária, era uma empresa canadense chamada Brascan. No final dos anos70 o contrato de concessão com o governo federal, assinado no início do século passado e com validade de setenta anos seria encerrado, com a entrega dos ativos investidos pela empresa ao governo brasileiro. Porém em circunstâncias obscuras, faltando apenas 2 anos para o encerramento do contrato, completamente sucateada , o Ministério de Minas e Energia adquiriu a peso de ouro o controle acionário da Light – Serviços de Eletricidade S/A e estatizou-a. O governo se viu obrigado a investir pesado em substituição de postes, cabos, transformadores e etc. Para se ter uma idéia, basta dizer que boa parte dos postes na baixada fluminense ainda eram de madeira. Veio o Governo FHC, e com a febre do neoliberalismo as privatizações. Mais uma vez a Light sai das mãos do estado e é privatizada. Privatizada? Não “privatizada”, porque quem a comprou foi a empresa estatal francesa de distribuição de energia. Vejam o absurdo, tiram a light das mãos do estado, porque dizem que o estado é mau gestor, e entregam a empresa a um estado estrangeiro. Estava na cara que ia dar no que deu, a França não segurou o abacaxi e agora a Light está nas mãos de outra estatal, desta vez a nacional mineira CEMIG. Pobre povo mais feliz do mundo, o carioca, que me desculpem mas, diante de tantos problemas me fez lembrar a piada da hiena. Ela vive fugindo dos leões, come merda, faz sexo uma vez por ano, e ninguém entende porque ri tanto. Não me batam, não pude resistir.
Quanto ao Aécio, porque ele quer a presidência? O que ele mais gosta na vida ele já tem, o alambique do primo. (Chico)

domingo, 22 de janeiro de 2012

REINTEGRAÇÃO DO PINHEIRINHO, MAIS UM ESPETÁCULO DE DOR E SOFRIMENTO

  
Deu no Fantástico como já era  esperado, e mais uma versão do fato foi criada. A Globo  tenta passar para o telespectador   “que é o que não foi”,  mostra   um amontoado de não mais que dez barracos informando que ali funcionava uma distribuição de drogas, e talvez com isto justificando a reintegração de posse pela justiça  de São Paulo do Bairro Pinheirinho, em São José dos Campos.  Acontece que ali naqueles dez barracos não viviam as mais de três mil famílias que foram desalojadas do Pinheirinho.  Esta ação já era esperada, tentativas na justiça eram feitas para que a mesma não ocorresse,  para dar tempo às  negociações na busca de uma solução.  Desde alguns dias, aqui no meu cantinho acompanhava pelo twitter o desenrolar das ações, na minha visão e torcida, era para que o poder público adquirisse essa terra, cadastrasse as famílias que ali viviam, o que acho que já havia sido feito,  e aproveitando o intercambio entre governos Federal e Estadual pelo programa  “Minha Casa Minha Vida”, construíssem  as casas para serem distribuídas entre as famílias  cadastradas.  Mais uma vez a negociação deu lugar ao “Prendo e Arrebento”, executado pela PM de São Paulo que entrando  com o aparato,  de 3 batalhões, 2 mil homens, 2 helicópteros, 220 viaturas, 40 cães e 100 cavalos ...desde a madrugada de domingo passou a colocar na rua todas aquelas famílias. Agora a área está limpa, mais um rico espaço à disposição da especulação imobiliária, mais uma “limpeza social” do governo Alckmin,  isto tudo  a custa de muita dor e sofrimento . Estas pessoas continuarão tocando suas vidas, no entanto não se pode mais exigir delas fé na justiça, e terão o tempo que precisam para refletir, e aí sem o gás pimenta e as balas de borracha, numa tranqüila cabine, decidirão o futuro daqueles que tanto mal lhes causaram.  Provavelmente nem esta reflexão seja necessária, por  boa parte destes moradores já pertencerem a movimentos sociais, e terem a perfeita  consciência de a quem dar seus votos.  Aqui na minha distante  São José, só que do Calçado, também fico a refletir, talvez seja esta mesma consciência que levou os executores ao ódio, o grande motivador da desocupação. Violência sem ódio? Bem, até pode ser, já que para alguns existe até “estupro consentido.”
Que o eleitor fique atento às doações para as campanhas eleitorais que se aproximam, qualquer doação de empresas construtoras que assumirem obras nesta área e também onde funcionava a cracolândia, não será mera coincidência.
Emblemático foi o incêndio numa van de uma associada da Rede Globo, a TV Vanguarda, talvez o incidente mais grave ocorrido na ação. Porque logo uma associada da Rede Globo? 
Fco.R.Neto


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

FLAMENGO , SORVETE E AÇOUGUE


O que podemos falar sobre o Flamengo e o BMG, patrocinador? No início da semana passada toda imprensa anunciou que o Flamengo havia procurado o BMG para ajudá-lo na contratação em definitivo de Thiago Neves. O assunto Thiago Neves tomou conta de toda imprensa e internet todos esses dias. O BMG não perdeu a "carona", ou melhor, faturou todas as possibilidades que apareceram. Durante aproximadamente 8 dias de intensa visibilidade, usou e abusou do nome do jogador e do clube. Muito bom, nestes tempos de férias, não se vê o BMG nas mangas do mais querido, não podiam perder a chance. Agora a minha pergunta; quando um prefeito do Rio de Janeiro, (botafoguense, por sinal), entrou num açougue e pediu um sorvete, por acaso o açougueiro disse-lhe que ia estudar as possibilidades? Claro que não, tanto o prefeito quanto o açougueiro sabiam muito bem que sorvetes não o vendidos em açougue, não é o perfil dele. Pois bem, tanto o Flamengo, quanto o BMG sabiam de antemão que o perfil do banco não é investir altas somas em contratar jogadores. Tanto o Flamengo, quanto o BMG sabiam que sorvetes não são vendidos em açougue. Tanto o Flamengo, quanto o BMG enganaram. O Flamengo perde o Thiago Neves, BMG perde alguns aposentados como eu que a ele recorriam nas necessidades quando precisava de um empréstimo consignado, este sim o verdadeiro perfil do BMG. Quanto ao Flamengo, nem bem as negociações terminaram, pelo menos é isso que nos passam, Thiago Neves não aparece mais no site como fazendo parte do elenco. Será por quê? Thiago Neves vou continuar admirando em qualquer clube para onde for, ele foi digno e respeitoso com a torcida do Mengão. Quanto ao Flamengo, bom, é doença incurável, com ele eu entendo o papel de mulher de malandro, é paixão de alto risco. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

"A PRIVATARIA TUCANA" e A Constituição de 1988


..A liberdade de expressão e informação compreende a faculdade de expressar livremente idéias, pensamentos e opiniões, bem como o direito de comunicar e receber informações verdadeiras sobre fatos, sem impedimentos nem discriminações...
*Constituição Federal de 1988
Bem,  como pessoa simples que sou, sem formação universitária , muitas vezes  até com dificuldades para entender textos mais rebuscados, fico apreensivo  ao tentar voos mais altos correndo o risco  de cair no abismo do ridículo. No caso, me  refiro ao artigo acima da constituição que trata da lei de imprensa. Para chegar onde pretendo, volto até aos anos 80, quando a Globo veiculava um anuncio com o objetivo de vender assinaturas do jornal O Globo. Era um anuncio muito bem produzido, também pudera, não seria  para uma agência de "fundo de quintal" que entregariam tamanha responsabilidade, durante alguns segundos a bela profissional discorria sobre o caráter das notícias veiculadas e de que forma eram vistas pelos leitores, a única palavra sobre as notícias que eu me lembro, ainda é a palavra que eu considerava a verdade sobre todas,  tendencioooosa!!   
Nunca   esqueci  isto, numa época que a internet não era o que é hoje,  engolia em seco toda vez que uma notícia tentava com estardalhaço atingir pessoas, partidos ou o governo contrário a linha editorial do jornal, sempre havia uma rádio atenta e que acabava restabelecendo a verdade, ou pelo menos nos dava a oportunidade de também ouvir o outro lado. A internet cresceu, e jornalistas passaram a denunciar fatos escabrosos que aconteciam nas redações. Leitores como eu, passaram a  não mais renovar suas assinaturas e  novos caminhos nos levavam à internet, que já contava com profissionais do quilate de um Mino Carta, Luiz Nassif, Paulo Henrique Amorim e outros excelentes profissionais. Mesmo ainda com uma coluna no O Globo, conseguia  ler  Tereza Cruvinel em seu blog, e com ela interagir, postando comentários e deles recebendo respostas. Ela devia incomodar muito aos globais pela sua isenção, mas para não promover meus preferidos a "Deuses do Olimpo", quero dizer que leio o Josias da Folha, o Noblat e até o Merval Pereira, quanto ao Mainard não, é o "caviar do pagodinho" só ouço falar. Sabemos que  a  imprensa no mundo inteiro  anda incomodada com o que é veiculado em milhares e milhares de sites e blogs deste  mundão de Deus. Não só a imprensa anda incomodada, tanto quanto a imprensa são governos autoritários que tem tentado sem muito sucesso  conter a avalanche de informações que caem nas redes. Medidas reacionárias tem sido tomadas, agora mesmo, fomos surpreendidos pela aprovação de uma lei na Espanha que proibe o download.  Provavelmente  vão revogar também a "lei da gravidade", pois tamanho   absurdo nos remetem aos tempos do General Franco.
Isto é que dá não saber escrever, divaguei, divaguei e não falei sobre  a lei de imprensa.  Precisa? quantas falácias contidas nas informações sobre economia e política.  Se uma notícia é tendenciosa, não é sempre a versão prevalecendo sobre o fato? me lembro que meu avô um dia descobriu um malfeito meu,  depois da minha versão ele  perguntou se eu estava falando a verdade por inteiro. Perguntei-lhe porque a verdade por inteiro, ele me respondeu que pior que uma mentira é uma meia verdade, pois uma meia verdade não passa de uma mentira camuflada. Posso estar escrevendo uma grande besteira, mas isto me ajudou a vida inteira a refletir um pouco antes de dizer alguma coisa.
Por isso, acredito que os órgãos de comunicação ferem a constituição quando deixamos de:  "receber informações verdadeiras sobre fatos..."
Também ferem a constituição quando  sonegam  informações como no livro do Amaury Ribeiro "A PRIVATARIA TUCANA":    sem impedimentos nem discriminações...         
Tá certo que "enchi linguiça pra vender meu peixe",  infelizmente , sem querer parafrasear o ministro de FHC, mas  parafraseando, "Cheguei  no limite de meus conhecimentos" e também no limite do uso de  aspas. Já passa das quatro da manhã, bom dia para todos.


PORQUE AINDA TE CALAS?

Parece que finalmente a grande imprensa descobriu o livro de Amaury Ribeiro Jr.
Quando a Veja publica supostos malfeitos de um ministro, já no domingo a denuncia toma conta do Fantástico. No dia seguinte os Jornais O Globo, Folha de São Paulo e Estadão dedicam manchetes na primeira página e longos textos sangrando-o  sem dó nem piedade.   Um exemplo é o caso do ex-ministro dos esportes, Orlando Silva cuja acusação, de concreto só tem a palavra de um PM, indiciado por desvio de verbas de sua ONG. Não estou falando de culpa ou inocência, estou falando de provas. No caso do ministro dos esportes, onde estão as provas do dinheiro recebido na garagem?
 Quanto a “A PRIVATARIA TUCANA" não, estão ali cópias das certidões que o próprio editor, o Emediato, fez questão de informar  que foi pessoalmente atrás das originais nos cartórios. É como já disseram, "chega a incomodar o ensurdecedor silêncio da grande imprensa".
Sem dúvidas já foram longe demais, não bastassem todas reportagens tendenciosas, contabilizamos ainda a tentativa de invasão dos aposentos do ex ministro José Dirceu num hotel em Brasilia, tudo isso provavelmente deixaria Rupert Murdoch ruborizado. Para nunca esquecermos, reproduzo o início do “atualíssimo” texto escrito em 2005 por Thiago Domenici  para o blog Fazendo Media:  
"Foi numa segunda-feira, 28 de março de 1994, que a mídia iniciou uma série de erros e mentiras na falta de conduta ética e jornalística mais clássica da década de 90. O caso da Escola de Educação Infantil Base, referência negativa para o meio jornalístico, fatídico para os envolvidos foi o episódio negro do que se convencionou chamar de jornalismo sensacionalista. Algo que 11 anos depois faz raciocinar as amarras e relações éticas da mídia, do compromisso com a verdade e não com a vendagem, de como uma mentira pública pode destruir a integridade de seres humanos e da promíscua relação com a fonte oficial. Se a idéia era chocar a opinião pública, conseguiu, mas atirou no próprio pé e prejudicou muita gente."

Finalmente falaram:
Abaixo o Texto publicado na edição de 04/01/2012 no jornal Valor Econômico  
 Artigo de 
 Cristiane Prestes  (Com a colaboração de Cristiane Agostine)
Publicado no Jornal Valor Econômico de 04/01/2012
"Livro ameaça reabrir CPI inconclusa
Não há, na história da República, um escândalo financeiro tão longevo e de tantas ramificações quando o caso Banestado. Alvo de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional em 2003 e de uma força-tarefa formada por 40 procuradores, delegados, agentes e peritos do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, a descoberta de um esquema ilegal de uso das contas CC5 - criadas pelo Banco Central para permitir transferências legais para o exterior - no banco do Estado do Paraná foi a precursora de uma série de outras investigações - muitas delas ainda em curso nos gabinetes de procuradores, delegados e juízes.
Um pedido de CPI protocolado junto à mesa diretora da Câmara dos Deputados levantou as expectativas de que uma parte do caso Banestado, até agora mantida em segredo nos arquivos do Congresso, volte à tona. O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) conseguiu em dezembro 206 assinaturas para pedir a abertura de uma nova CPI, desta vez para investigar as privatizações promovidas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP).
Ao receber o pedido de abertura da CPI, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), não foi conclusivo sobre as perspectivas de sua instalação.
O pedido foi motivado pelas revelações do livro "A Privataria Tucana", lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Nele, o autor regressa à época das privatizações e relata os passos - e a movimentação das contas bancárias - de personagens importantes do contexto político e econômico nacional, muitos deles ligados ao ex-governador José Serra (PSDB-SP).
Apesar de muitos governistas terem assinado o pedido de CPI, ainda não se conhece o interesse do governo e do PT na instalação efetiva desta investigação. O desinteresse de ambos na abertura de uma investigação poderia ser explicado pela informação que consta da página 75 do livro: "Os arquivos ocultavam informações capazes de constranger tanto o governo Lula quanto o de FHC".
A devassa no Banestado partiu de uma denúncia feita contra um dos gerentes do banco, que havia enviado dinheiro ao exterior ilegalmente por meio das CC5 e, em depoimento, relatou o esquema montado na instituição. De uma forma inédita na história do país, foram abertas duas frentes de investigação.
De um lado, a CPI do Banestado foi instalada em 2003 para apurar a evasão de divisas por meio do banco estatal. De outro, uma força-tarefa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal foi montada no Paraná no mesmo ano para abrir inquéritos e investigar os clientes do banco que haviam incorrido no crime.
A força-tarefa resultou em inúmeras operações da PF para investigar o uso do câmbio ilegal no Brasil e acabou varrendo diversos doleiros do mercado. Resultam dela as mais importantes operações da PF já realizadas - como Farol da Colina, Suíça, Kaspar I e II e Satiagraha. O conjunto de ações integradas entre a PF e a MP foi encerrado em setembro de 2007 após ter denunciado 684 pessoas, obtido 97 condenações, investigado mais de 1.170 contas bancárias no exterior e bloqueado R$ 380 milhões no Brasil e R$ 34,7 milhões fora do país. Após seu término, os inquéritos ainda em andamento foram remetidos para procuradores em diversos Estados e geraram novas investigações.
A CPI do Banestado foi encerrada em 27 de dezembro de 2004 sem a aprovação de seu relatório final. Na época, os partidos fizeram um acordo para encerrar as investigações, após a comissão ter recebido dos Estados Unidos um lote de documentos sobre a movimentação de brasileiros em contas bancárias abertas no MTB Bank, outro escritório de lavagem de dinheiro americano. Segundo Ribeiro Júnior, a revelação dos dados do MTB foi determinante para que fosse desencadeada a "operação abafa" na CPI.
O livro, no entanto, não se dedica às razões por que o PT resolveu colaborar para sepultar a CPI. Seu foco é na tese de que a era das privatizações - inaugurada durante o governo Collor e ampliada e intensificada no governo FHC - patrocinou a venda de estatais brasileiras a "preço de banana" e enriqueceu políticos e empresários por meio de um esquema de pagamento de propinas. Segundo o autor, a venda de empresas como Vale, CSN, Light, Embraer e Usiminas, entre outras, foi antecedida por demissões, aumento de tarifas, investimentos e absorção das dívidas das companhias pelo Estado e concluída por meio do uso de moedas podres e intensa participação do BNDES no financiamento aos consórcios que as adquiriram.
Entre a primeira e a segunda etapas, Ribeiro Júnior tenta provar que houve um esquema de corrupção por meio do qual os tucanos montavam os consórcios vencedores dos leilões em troca de propina - no que chama de "propinização", ao invés de privatização.
O principal argumento que sustenta a tese do autor foi mantido em sigilo pelo Congresso desde 2003, quando foi instalada a CPI do Banestado. Segundo Amaury Ribeiro Júnior, a caixa de número 6 que abriga o material levantado pela CPI contém um documento, reproduzido no livro à página 137, que demonstra que o ex-tesoureiro de campanha de Fernando Henrique Cardoso (em 1994 e 1998) e de José Serra (em 1990 e 1994), Ricardo Sérgio de Oliveira, recebeu somas consideráveis nas contas bancárias de empresas das quais é sócio.
Após a eleição de Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio, indicado por Serra, assumiu a área internacional do Banco do Brasil, posto por meio do qual teria articulado a participação dos fundos de pensão - como Previ e Petros - nas privatizações.
Além de Ricardo Sérgio, o documento, reproduzido por Ribeiro Júnior no livro, também cita Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de primeiro grau de Serra. Preciado teria movimentado dinheiro por meio do Beacon Hill, escritório de lavagem de dinheiro que foi o principal receptor dos valores enviados ilegalmente para fora do país pelas contas CC5 do Banestado. O autor, no entanto, não consegue provar que o dinheiro que circulou nas contas dessas pessoas tem origem nas privatizações e tampouco que Serra teria se beneficiado desses valores. Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa de José Serra não se manifestou. O ex-governador de São Paulo classificou o livro como "lixo". A reportagem não encontrou Ricardo Sérgio em seu escritório. A assessoria do PSDB informou que o departamento jurídico do partido prepara uma ação judicial contra o livro.
"Não é um livro, é um documento", resumiu o deputado Protógenes Queiroz durante um debate sobre "A Privataria Tucana" promovido pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, realizado no Sindicato dos Bancários de São Paulo.
A afirmação decorre do fato de o autor se dedicar a esmiuçar o modus operandi da lavagem de dinheiro a partir dos mais ruidosos escândalos brasileiros dos últimos tempos, como o desvio de verbas da construção do novo fórum trabalhista de São Paulo pelo juiz Nicolau dos Santos Neto; a Máfia dos Fiscais do Rio de Janeiro; o desvio de verbas do INSS promovido pela servidora Jorgina de Freitas, entre outros casos.
Em todos eles, as investigações culminaram em uma sequência de operações que incluiu o desvio de recursos públicos, seguido da evasão de divisas por meio de doleiros, da circulação do dinheiro em contas de bancos americanos e da abertura de offshores em paraísos fiscais. Sem a identificação dos seus beneficiários finais, protegidos pelo sigilo oferecido nesses países, as offshores promoviam investimentos no Brasil, reinserindo o dinheiro lavado na economia".  


domingo, 1 de janeiro de 2012

Como Vandré: "Para Não Dizer Que Não Falei das Flores"

"O Jornal Nacional faz plim-plim e milhões de brasileiros salivam no ato. A Folha de S.Paulo, o Estado de S. Paulo, o Jornal do Brasil, a Veja dizem alguma coisa e centenas de milhares de brasileiros abanam o rabo em sinal de assentimento e obediência."
Isto foi dito por Perseu Abramo pouco antes de morrer em 1996. A verdade é que a grande mídia me Pauta, pauta você e pauta geral...
Quando ouvimos uma besteira dita por uma pessoa simples num bar, ônibus ou metrô, logo comentamos:"É um desinformado, precisa pegar um jornal para ler".
Será? quem sabe os desinformados não sejamos nós por aceitar todos os lixos que querem nos enfiar e nos enfiam goela abaixo?
Quem inventou o Caçador de Marajás?
O que fizeram com o Caçador de Marajás quando deixou de ser "útil"?
Quem matou Getúlio?
Quem tentou não deixar Juscelino tomar posse?
Quem levou Jânio à Renuncia?
Quem derrubou Jango?
Se a sua resposta for a imprensa, não estará errado, é claro que a imprensa não pega em armas, mas instiga, faz fofoca, debilita, joga o povo contra tornando seu inimigo, o governo tão debilitado que pra cair, é só cair.
E a serviço de quem? quem sabe? É importante dizer, que a maioria de deputados e senadores está envolvido diretamente com algum tipo de mídia. Como a preguiça não me deixa livre para levantar dados, vai no chute mesmo, mas nada impede que o próprio leitor recorra ao google e pesquise. Adianto que só a família do intragável ACM Neto possue na Bahia quase ou mais de uma dezena de canais de TV, dezenas de rádios e vários jornais. Lembrem-se que ACMvô foi aquele político baiano que foi governador indireto pela Bahia, e que numa passeata em Salvador mandou que a PM soltasse os pastores alemães sobre Ulisses Guimarães e seguidores. 
ACM foi aquele que junto com José Arruda (governador de Brasilia pelo DEM, cassado devido ao Mensalão do DEM) fraudaram o placar do senado, e para não serem cassados pelo conselho de ética e perderem direitos políticos por 8 anos, renunciaram ao mandato. ACM acabou voltando como senador nas eleições seguintes, Arruda também voltou, mas como governador de Brasília.
Pobre povo manipulado do estado da Bahia que sem um político à altura de um Rui Barbosa, tem que se contentar com um ACMNeto, que graças à mídia irá se perpetuar no Senado.
Momentos de reflexão são necessários. O marco regulatório dos meios de comunicação está aí para ser discutido, o que se pede é que seja aplicada a constituição federal de 1988. Temos em Franklin Martins seu grande defensor. Segundo alguns, o que dificulta é o aparente medo que tem o Ministro Paulo Bernardo e a Presidenta Dilma da Rede Globo. 
Que entendam de uma vez por todas que o marco regulatório não vem para censurar, ele vem para democratizar a mídia. Enquanto a imprensa cria e divulga escândalos, sem fundamentos e provas, com isto conseguindo a demissão de vários ministros, se cala diante de um fenômeno editorial que é o livro "A PRIVATARIA TUCANA", repleto de documentos que comprovam a roubalheira no processo de privatizações.
Este é meu primeiro texto de 2012, tudo bem, podem achar que escrevendo sou fraquinho, mas o que importa é o conteúdo. 
Já que encerro falando de mim, digo que me sinto muito bem informado através de centenas de blogs e portais na internet, com certeza, nela estão os melhores jornalistas de todas convicções e matizes.
Já não ouço mais o "plim-plim".

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

SE NÃO HOUVE SABOTAGEM, HOUVE O QUE?

SE NÃO HOUVE SABOTAGEM, HOUVE O QUE?

Brizolista e nacionalista do último fio de cabelo, até a unha do dedão do pé, via com muita preocupação a onda de privatização no governo de FHC. Foi um período muito doido; nos dias de leilão a porrada comia na entrada da Bolsa de Valores na Praça XV – Rio de Janeiro.  O aparato era incrível parecia 1X1, um policial para cada manifestante , é claro que estou exagerando, mas é para dar ênfase ao que aconteceu ali. Ao final, a frustração de ver mais um bem público entregue de mão beijada. Parece que de propósito o governo havia desistido de investir em recuperação de estradas, exatamente para privatizá-las por valores insignificantes. Tudo bem, não consigo ver uma estrada pedagiada  gerida pelo estado; isto  até no Japão, Noruega ou Suécia seria fonte de corrupção. Não está em questão se algumas empresas  tem que ser pública ou privada, mas  aquelas  estratégicas como a mineradora Vale e a Petrobrás, deveriam  ser públicas sim. Comecei a observar com preocupação o movimento para a privatização da Petrobrás, a Vale era favas contadas, eu já estava digerindo a derrota.  O governo sabia que estava mexendo num vespeiro, mas estava confiante,  graças à Globo e seu Caçador de Marajás, e a ajudinha extra até do PT, o  nacionalismo de Brizola estava em baixa desde a derrota de 89. Vale aqui que a Globo utilizou uma tática antiga de guerra que deu resultado. Brizola, o inimigo nº 1 de Roberto Marinho, foi sangrado pela Globo, até que conseguiu deixá-lo fora do 2º turno. Roberto Marinho sabia que no "mano-a-mano" Collor não seria páreo para Brizola, aí tratou de tirar este do páreo. Era a esquerda brigando com a esquerda por cada milímetro de espaço. Quase os planos de Roberto Marinho foram por água abaixo, apesar do esforço e, Brizola não convenceu todos trabalhistas a votarem em Lula, que acabaram anulando o voto. Voltando à Petrobrás, era ela a última casamata da Linha Marginot, foi aí que comecei a notar algo muito estranho, começaram a pipocar aqui e acolá pequenos acidentes. Não havia uma semana que não houvessem notícias sobre acidentes  com derramamento de óleo.  Isto é sabotagem, ou sou paranóico. quando aconteceu   o acidente com a P-36,  eu pensei – não sou paranóico não, isto é sabotagem sim. Estão minando a empresa, para ganhar força junto à opinião pública.  Só agora volto ao assunto graças à Privataria Tucana, confesso que estou chocado, foi muito pior do que esperava.
De 1975 a 1997, Em 22 anos foram somente 6 acidentes.
De 1997 a 2002, Em 5 anos apenas, pasmem, foram 36 acidentes.
 Abaixo a linha do tempo dos acidentes da Petrobrás (o crédito é do site ambiente.brasil), culminando com o da P-36, cuja pericia concluiu que foi falha humana ai a coisa fica feia, estes dados consegui em menos de 10 minutos de pesquisa na internet, agora pasmem, por 4 horas, procurei por acidentes na era Lula e Dilma, encontrei um vazamento em 2003, o de 2011 é da Chevron, que merece ser expulsa do país: 

•    Outubro de 1983 - 3 milhões de litros de óleo vazam de um oleoduto da Petrobrás em Bertioga.
•    Fevereiro de 1984 - 93 mortes e 2.500 desabrigados na explosão de um duto da Petrobrás na favela Vila Socó, Cubatão – SP.
•    Agosto de 1984 - Gás vaza do poço submarino de Enchova (Petrobrás): 37 mortos e 19 feridos.
•    Julho de 1992 - Vazamento de 10 mil litros de óleo em área de manacial do Rio Cubatão.
•    Maio de 1994 - 2,7 milhões de litros de óleo poluem 18 praias do litoral norte paulista.
•    10 de março de 1997 - O rompimento de um duto da Petrobrás que liga a Refinaria de Duque de Caxias (RJ) ao terminal DSTE-Ilha D´Água provoca o vazamento de 2,8 milhões de óleo combustível em manguezais na Baía de Guanabara (RJ).
•    21 de julho de 1997 - Vazamento de FLO (produto usado para a limpeza ou selagem de equipamentos) no rio Cubatão (SP) - Petrobrás.



•    16 de agosto de 1997 - Vazamento de 2 mil litros de óleo combustível atinge cinco praias na Ilha do Governador (RJ) - Petrobrás.
•    13 de outubro de 1998 - Uma rachadura de cerca de um metro que liga a refinaria de São José dos Campos ao Terminal de Guararema, ambos em São Paulo, causa o vazamento de 1,5 milhões de litros de óleo combustível no rio Alambari. O duto estava há cinco anos sem manutenção. Petrobrás.
•    6 de agosto de 1999 - Vazamento de 3 mil litros de óleo no oleoduto da refinaria da Petrobrás que abastece a Manaus Energia (Reman) atinge o Igarapé do Cururu (AM) e Rio Negro. Danos ambientais ainda não recuperados.
•    24 de agosto de 1999 - Na Repar (Petrobrás ), na grande Curitiba houve um vazamento de 3 metros cúbicos de nafta de xisto, produto que possui benzeno. Durante três dias o odor praticamente impediu o trabalho na refinaria.
•    29 de agosto de 1999 - Menos de um mês depois, novo vazamento de óleo combustível na Reman, com a poluição de pelo menos mil metros. Pelo menos mil litros de óleo contaminaram o rio Negro (AM) - Petrobrás.
•    Novembro de 1999 - Falha no campo de produção de petróleo em Carmópolis (SE) provoca o vazamento de óleo e água sanitária no rio Siriri (SE). A pesca no local ficou prejudicada após o acidente (Petrobrás).
•    18 de janeiro de 2000 - O rompimento de um duto da Petrobrás que liga a Refinaria Duque de Caxias ao terminal da Ilha d'Água provocou o vazamento de 1,3 milhão de óleo combustível na Baía de Guanabara. A mancha se espalhou por 40 quilômetros quadrados. Laudo da Coppe/UFRJ, divulgado em 30 de março, concluiu que o derrame de óleo foi causado por negligência da Petrobras, já que as especificações do projeto original do duto não foram cumpridas.
•    28 de janeiro de 2000 - Problemas em um duto da Petrobrás entre Cubatão e São Bernardo do Campo (SP), provocam o vazamento de 200 litros de óleo diluente. O vazamento foi contido na Serra do Mar antes que contaminasse os pontos de captação de água potável no rio Cubatão.
•    17 de fevereiro de 2000 - Transbordamento na refinaria de São José dos Campos (SP) - Petrobrás, provoca o vazamento de 500 litros de óleo no canal que separa a refinaria do rio Paraíba.
•    11 de março de 2000 - Cerca de 18 mil litros de óleo cru vazaram em Tramandaí, no litoral gaúcho, quando eram transferidos de um navio petroleiro para o Terminal Almirante Soares Dutra (Tedut), da Petrobras, na cidade. O acidente foi causado pelo rompimento de uma conexão de borracha do sistema de transferência de combustível e provocou mancha de cerca de três quilômetros na Praia de Jardim do Éden.
•    16 de março de 2000 - O navio Mafra, da Frota Nacional de Petróleo, derramou 7.250 litros de óleo no canal de São Sebastião, litoral Norte de São Paulo. O produto transbordou do tanque de reserva de resíduos oleosos, situado no lado esquerdo da popa. A Cetesb multou a Petrobras em R$ 92,7 mil.
•    26 de junho de 2000 - Nova mancha de óleo de um quilômetro de extensão apareceu próximo à Ilha d'Água, na Baía de Guanabara. Desta vez, 380 litros do combustível foram lançados ao mar pelo navio Cantagalo, que presta serviços à Petrobras. O despejo ocorreu numa manobra para deslastreamento da embarcação.
•    16 de julho de 2000 - Quatro milhões de litros de óleo foram despejados nos rios Barigüi e Iguaçu, no Paraná, por causa de uma ruptura da junta de expansão de uma tubulação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar - Petrobrás). O acidente levou duas horas para ser detectado, tornando-se o maior desastre ambiental provocado pela Petrobras em 25 anos.
•    Julho de 2000 - Fernandez Pinheiro - na região de Ponta Grossa : Um trêm da Companhia América Latina Logística - ALL, que carregava 60 mil litros de óleo diesel descarrilhou. Parte do combustivel queimou e o resto vazou em um córrego próximo ao local do acidente.
•    Julho de 2000 - Fernandez Pinheiro - na região de Ponta Grossa (uma semana depois): Um trêm da Companhia América Latina Logística - ALL, que carregava 20 mil litros de óleo diesel e gasolina descarrilhou. Parte do combustível queimou e o resto vazou em área de preservação permanente. O Ibama multou a empresa em 1,5 milhão.
•    23 de setembro de 2000 - Morretes: Um trêm da Companhia América Latina Logística - ALL, com trinta vagões carregando açúcar e farelo de soja descarrilhou, deixando vazar quatro mil litros de combustível no córrego Caninana.
•    Novembro de 2000 - 86 mil litros de óleo vazaram de um cargueiro da Petrobrás poluindo praias de São Sebastião e de Ilhabela – SP.
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•    16 de fevereiro de 2001 - Rompe mais um duto da Petrobrás, vazando 4.000 mil litros de óleo diesel no Córrego Caninana, afluente do Rio Nhundiaquara, um dos principais rios da região. Este vazamento trouxe grandes danos para os manguezais da região, além de contaminar toda a flora e fauna. O Ibama proibiu a pesca até o mês de março.
•    14 de abril de 2001 - Acidente com um caminhão da Petrobrás na BR-277 entre Curitiba - Paranaguá, ocasionou um vazamento de quase 30 mil litros de óleo nos Rios do Padre e Pintos.
•    15 de abril de 2001 - Vazamento de óleo do tipo MS 30, uma emulsão asfáltica, atingiu o Rio Passaúna, no município de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.
•    20 de maio de 2001 - Um trem da Ferrovia Novoeste descarrilou despejando 35 mil litros de óleo diesel em uma Área de Preservação Ambiental de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
•    30 de maio de 2001 - O rompimento de um duto da Petrobrás em Barueri em São Paulo, ocasionou o vazamento de 200 mil litros de óleo que se espalharam por três residências de luxo do Condomínio Tamboré 1 e atingiram as águas do Rio Tietê e do Córrego Cachoeirinha.
•    15 de junho de 2001 - A Construtora Galvão foi multada em R$ 98.000.00 pelo vazamento de GLP (Gás liquefeito de petróleo) de um duto da Petrobrás, no km 20 da Rodovia Castelo Branco, uma das principais estradas do Estado de São Paulo. O acidente foi ocasionado durante as obras da empresa que é contratada pelo governo do Estado, e teve multa aplicada pela Cetesb - Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental.
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•    15 de agosto de 2001 - Vazamento de 715 litros de petróleo do navio Princess Marino na Baía de Ilha de Grande, Angra dos Reis - Rio de Janeiro.
•    20 de setembro de 2001 - Vazamento de gás natural da Estação Pitanga da Petrobras a 46 km de Salvador-Bahia atingiu uma áre de 150 metros em um manguezal .
•    05 de outubro de 2001 - O navio que descarregava petróleo na monobóia da empresa, a 8 km da costa, acabou deixando vazar 150 litros de óleo em São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina.
•    18 de outubro de 2001 - O navio petroleiro Norma que carregava nafta, da frota da Transpetro - subsidiário da Petrobras, chocou-se em uma pedra na baía de Paranaguá, litoral paranaense, vazando 392 mil litros do produto atingindo uma área de 3 mil metros quadrados. O acidente culminou na morte de um mergulhador, Nereu Gouveia, de 57 anos, que efetuou um mergulho para avaliar as condições do casco perfurado.
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•    13 de maio de 2002 - O navio Brotas da Transpetro, subsidiária de transportes da Petrobras, derramou cerca de 16 mil litros de petròleo leve (do tipo nigeriano), na baía de Ilha Grande, na região de Angra dos Reis, litoral sul do Rio de Janeiro. O vazamento foi provocado provavelmente por corrosão no casco do navio, que estava ancorado armazenando um tipo de petróleo leve, de fácil evaporação.
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•    14 de junho de 2002 - Vazamento de óleo diesel num tanque operado pela Shell no bairro Rancho Grande de Itu, no interior paulista, cerca de oito mil litros de óleo vazaram do tanque, contaminando o lençol freático, que acabou atingindo um manancial da cidade.
•    25 de junho de 2002 - Um tanque de óleo se rompeu no pátio da empresa Ingrax, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), deixando vazar 15 mil litros da substância. O óleo que vazou é o extrato neutro pesado, um derivado do petróleo altamente tóxico, que atingiu o Rio Atuba, próximo ao local, através da tubulação de esgoto.
•    10 de agosto de 2002 - Três mil litros de petróleo vazaram de um navio de bandeira grega em São Sebastião, no litoral norte paulista, no início da tarde de sábado. Um problema no equipamento de carregamento de óleo teria causado o despejo do produto.



13/10/2002 - 19h49
Navio-plataforma P-34 estaria afundando; Petrobras não confirma
da Folha Online

O navio-plataforma P-34 da Petrobras, que funciona na Bacia de Campos (RJ), sofreu uma pane elétrica na por volta das 15h30 de hoje e estaria afundando.

Segundo o Sindpetro (sindicato que representa os petroleiros) a inclinação na P-34 já seria de 45 graus. A inclinação teria sido provocada pois, com a interrupção de energia, as bombas de lastro que são responsáveis pelo equilíbrio da plataforma pararam de funcionar.

A Petrobras diz que houve o incidente, mas não confirma que a plataforma corra o risco de afundar. A empresa diz ainda que todos os funcionários foram retirados e levados para plataformas vizinhas.

De acordo com Armando Freitas, diretor do Sindpetro, a P-34 já teria tombado e não estaria em condições de ser recuperada.

A P-34 é chamada de navio-plataforma porque não é fixa e além de produzir e processar o petróleo ela pode armazená-lo.

Segundo Freitas, o risco de vazamento é grande. A plataforma produz cerca de 34 mil barris de petróleo por dia. A produção no campo integrado Barracuda-Caratingam, em Campos, foi paralisada.

Essa não é a primeira vez que a P-34 tem uma pane elétrica, segundo o Sindpetro. No último dia 29 de maio, os trabalhadores também tiveram que deixar a plataforma pelo mesmo motivo. Na ocasião, não houve maiores problemas.

Um ano depois
O novo acidente acontece pouco mais de um ano depois de outras duas plataformas terem apresentado problemas.

Em 15 de março de 2001 a plataforma P-36 explodiu e matou 11 petroleiros que trabalhavam no local. A plataforma afundou por completo cinco dias depois do acidente e foram gastos US$ 100 milhões na tentativa de salvamento da P-36.

Em decorrência do acidente, foram derramados no mar 1,5 milhão de litros de óleo combustível armazenados na plataforma. A P-36, orçada em US$ 500 milhões, era considerada a maior plataforma do mundo e foi construída para operar a 1.360 metros de profundidade.

No mês seguinte, outra plataforma, a P-7, lançou 26 mil litros de óleo cru em Campo Bicudo, poluindo a Bacia de Campos.

A imagem da empresa convive com abalos. Em janeiro de 2000, a Baía de Guanabara foi tomada por uma mancha negra de 40 km¦. Quase 1,5 milhão de litros de óleo vazaram da refinaria Duque de Caxias. Sete meses depois, 4 milhões de litros de óleo poluíram o Rio Iguaçu, o principal do Paraná.

11 / 06 / 2003 MCETESBE multa PETROBRAS por vazamento de óleo em São Sebastião SEBASTIÃO/SP
clipping
A Cetesb – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental multou a Transpetro, subsidiária da Petrobras, em 30 mil UFESPs (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), pelo derramamento de óleo do navio Nordic Marita, ocorrido no último dia 3, no píer sul do Tebar – Terminal Marítimo Almirante Barroso, instalado em São Sebastião.
O valor da multa, de R$ 344.700,00, foi estipulado após estimativas do dano ambiental ocorrido, já que o petróleo atingiu praias e costões rochosos na região, e pela empresa ter sido reincidente neste tipo de acidente.
No dia 14 de agosto de 2002, houve o vazamento de 2 mil litros de óleo no mar, também decorrentes de problemas na conexão de um dos braços de descarga entre a embarcação e o mesmo terminal marítimo da Petrobras.
De acordo com informações da Petrobras, foram recolhidos do mar aproximadamente 15,9 mil litros de óleo. As equipes da Cetesb estão fazendo uma avaliação do acidente, para poder checar a quantidade do produto vazado e os possíveis danos ambientais causados à população de organismos marinhos presentes nos costões e nas praias, e nas culturas de mexilhões, cuja principal fazenda de cultivo está instalada na praia da Cocanha, em Ubatuba.
(Informações Cetesb)